Scrolling Headlines:

UMass hockey returns home to battle juggernaut Northeastern squad -

January 18, 2018

Slow start sinks Minutemen against URI -

January 17, 2018

UMass three-game win streak snapped in Rhode Island humbling -

January 17, 2018

Trio of second period goals leads Maine to 3-1 win over UMass hockey -

January 16, 2018

Small-ball lineup sparks UMass men’s basketball comeback over Saint Joseph’s -

January 14, 2018

UMass men’s basketball tops St. Joe’s in wild comeback -

January 14, 2018

UMass women’s track and field have record day at Beantown Challenge -

January 14, 2018

UMass women’s basketball blows halftime lead to Saint Joseph’s, fall to the Hawks 84-79. -

January 14, 2018

UMass hockey beats Vermont 6-3 in courageous win -

January 13, 2018

Makar, Leonard score but UMass can only muster 2-2 tie with Vermont -

January 13, 2018

Pipkins breaks UMass single game scoring record in comeback win over La Salle -

January 10, 2018

Conservative student activism group sues UMass over free speech policy -

January 10, 2018

Report: Makar declines invite from Team Canada Olympic team -

January 10, 2018

Prince Hall flood over winter break -

January 10, 2018

Minutemen look to avoid three straight losses with pair against Vermont -

January 10, 2018

Men’s and women’s track and field open seasons at Dartmouth Relays -

January 10, 2018

Turnovers and poor shooting hurt UMass women’s basketball in another conference loss at St. Bonaventure -

January 8, 2018

Shorthanded, UMass men’s basketball shocks Dayton with 62-60 win -

January 7, 2018

Northampton City Council elects Ryan O’Donnell as new council president -

January 7, 2018

UMass power play stays hot but Minutemen lose 8-3 to UMass Lowell -

January 7, 2018

Permita que as mulheres existam

(Caroline OConnor/Daily Collegian)

Traduzido por Stephanie Alves

Editado por Vanessa De Souza Soares

Por onde passamos, encontramos homens como Harvey Weinstein. Não são todos, necessariamente, que possuem a visibilidade de um produtor de filme, nem sequer ricos ou famosos, mas estão presentes ao nosso redor. As mulheres sabem o que é ter que lidar com os mesmos. Sabemos o quão exaustivo é lidar com homens que acreditam ter o direito de nos tocar, até mesmo que não seja de maneira sexual. Nossos corpos não são objetos. Não estamos aqui para que nos agarrem, para se sentirem fortes; não, você não têm o direito de nos puxar pelo ombro para fortalecer qualquer que seja seu argumento.

Weinstein, dentre outros que foram expostos ou expuseram a si mesmos como agressores sexuais – como o ex-presidente George H. W. Bush – têm muito em comum, particularmente, um poder significativo. Megyn Kelly em uma entrevista com Seth Meyers discute sobre o problema que acompanha estes homens terem tamanho poder, e menciona, especificamente, que Roger Ailes, ex-chefe executivo da Fox News, nunca poderia ser penalizado por assédio ou agressão porque ele estava no comando do departamento de recursos humanos.

Esses homens se sentem intitulados. Esse é o começo e o fim. Os motivos desses assédios e agressões não podem ser explicados pela brecha que existe entre gerações que muitos tentam utilizar como uma desculpa, apesar da alusão de Weinstein ao movimento de “amor livre” dos anos sessenta. O “amor livre” e o assédio sexual não devem ser confundidos um com o outro.

Precisamos lutar para desencorajar pessoas a se sentirem na autoridade de tocar outras sem o seu consentimento. Em termos de expor a cultura do estupro como um fenômeno problemático, pode ser que estejamos progredindo. Mas quando o atual líder dos Estados Unidos admite em registro que ele mesmo cometeu assédios sexuais, o progresso se torna ainda mais difícil, já que o próprio declarou que todos os que o acusaram estavam mentindo, apesar do fato renomeado de que são muito poucos os assédios sexuais que são relatados (apenas cerca de 40% sao relatados); aqueles que são, quase nunca são frutos da imaginação (apenas dois por cento).

No entanto, nem todos os ofensores sexuais podem pagar altos acordos, ou têm do seu lado o apoio público para sair de sua devida punição judicial. Conversei com mulheres trabalhadoras sobre esse tema; elas reconhecem que homens saem impunes de assédios sexuais – e até de agressões – todo o tempo. Essas coisas não devem ser aceitáveis ​​no local de trabalho, mas são inexplicavelmente permitidas sob o pretexto de que mulheres precisam “relaxar”. Nós não somos tensas – queremos simplesmente trabalhar sem ter que lidar com pessoas constantemente dando em cima de nós.

Um dia, no trabalho, um homem me disse que se sentia atraído por loiras e queria se encontrar comigo fora do meu trabalho. Eu tinha quinze anos; o homem não poderia ter menos de quarenta. Meu gerente me disse para me acalmar. Os homens nos chamam de “princesa”, “docinho”, “linda”, nos tocam deliberadamente quando tentamos apenas os entregar algo. Muitas mulheres experienciam o fenômeno conhecido como a massagem sem consentimento porque “parecemos tensas”. Nos dizem que devemos sorrir mais, quando o que realmente queremos dizer aos homens é que nos deixem em paz. Tudo o que queremos é que nossos corpos sejam apenas NOSSOS.

Uma dica aos homens que estão lendo isso com indignação, pensando que nunca fizeram nada assim: não, eu não estou falando de você necessariamente. Tenho certeza que você é uma boa pessoa. Mas é bem provável que alguma vez (ou duas, ou várias) você tenha tocado em alguém quando esta não quisesse que o fizesse. Que você diga que têm nojo daquele cara que foi preso por estupro recentemente, não é suficiente. Não basta você dizer que ama sua esposa, mães, irmãs e filhas, ou que você quer que o mundo seja um lugar seguro para elas. Definitivamente, não é suficiente que você se sente em frente a uma tela, satisfeito por acreditar que você não é como Weinstein.

Mulheres têm o direito de viver o seu dia-a-dia sem serem tocadas. Devemos ter o direito de viver nossas vidas sem sermos constantemente objetificadas. Eu não deveria sentir como se tivesse que olhar para trás a cada segundo para ter certeza que ninguém está me seguindo na rua, ou sentir que sou eu quem devo manter uma certa distância de tal colega de trabalho se percebo que ele está muito perto de mim. O ponto que eu tenho a firmar não deveria ser tão radical.

Sophie Allen é colunista no Collegian e pode ser contatada através de siallen@umass.edu.

Leave A Comment