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ACLU vai representar funcionário da UMass após incidente de discriminação racial no campus

O primeiro passo da representação foi preencher um requerimento de registros públicos para cessar a chamada

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ACLU vai representar funcionário da UMass após incidente de discriminação racial no campus

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By Abigail Charpentier, Gabriella Lalli Martins, and Letícia Medeiros

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A American Civil Liberties Union of Massachusetts (“União de Liberdades Civis Americanas de Massachusetts”) vai representar Reginald Andrade, o funcionário da Universidade de Massachusetts que foi identificado como “homem negro inquieto” em um incidente de discriminação racial envolvendo uma ligação anônima feita a polícia, em 14 de setembro de 2018.

O Departamento de Polícia da UMass (UMPD) recebeu uma ligação anônima as 7h45 da manhã sobre um homem negro subindo a rampa do prédio administrativo Whitmore. Depois de investigar a ligação, a UMPD identificou Andrade, um gerente de consumo no Escritório de Serviços de Deficiência, que trabalha na Universidade há 14 anos.

A noticia surgiu em um tweet da ACLU, dizendo que representariam Andrade, “que estava simplesmente indo para o trabalho quando um espectador ligou para a polícia.”

“Nenhum estudante ou funcionário de cor deveria viver com medo de ser reportado a polícia sem motivo algum. #LivingWhileBlack,” dizia o tweet.

O primeiro passo da ACLU para representar Andrade foi preencher uma solicitação de registros públicos, que pedia pela gravação e transcrição da chamada feita na manhã do incidente. Em uma tentativa de identificar o autor da chamada, a solicitação pede acesso aos protocolos de reposta da UMPD em relação às chamadas feitas ao 911 (serviço de emergência) e à linha de dicas anônimas.

“Eu espero que a UMass Amherst faça a coisa certa – incluindo cooperar com os registros públicos que a ACLU me ajudou a preencher essa semana,” disse Andrade em um post no blog da ACLU. “É importante para nós sabermos o que o autor da chamada disse, assim como os protocolos de resposta a chamadas do 911 e da linha de dicas anônimas que possam estar baseados em perfil racial.

No post do blog, Andrade também conta que foi denunciado a policia de maneira similar em outras duas ocasiões: a primeira foi quando ele era estudante de graduação, enquanto escutava um audiobook em uma sala vazia, e a segunda foi quatro anos atrás, logo após deixar materiais em seu escritório em um sábado.

“A vigilância e o policiamento do meu comportamento tem afetado minha saúde mental. Eu me sinto paranoico e inseguro em um campus que diz ser inclusivo. Parece que não importa o que eu faça, não importa o quão ordinário seja, isso ainda pode causar um encontro estressante com a polícia,” disse Andrade em um post.

Edward Blaguszewski, de Notícias e Relações Midiáticas da UMass disse, “Como a Universidade disse logo após o ocorrido, nós sabemos que o senhor Andrade sofreu grande estresse por ter sido tratado com tanta suspeita através de uma chamada feita à uma linha de dicas anônimas, e nós providenciamos recursos e apoio a ele. Ele é um estimado membro da nossa comunidade. Nós recebemos um requerimento de registros públicos da ACLU que está relacionado ao caso e estamos trabalhando para respondê-lo.”

A ACLU também anunciou a recém-lançada campanha “Living While Black on Campus” (“Vivendo enquanto negro no campus”).

“A campanha é direcionada para campus que operam suas próprias forças policiais e de segurança, providenciando políticas-modelo para administradores e kits de ferramentas e recursos para estudantes que desejam protestar por mudanças,” afirma o comunicado de imprensa.

“Nós temos visto isso com frequência: alguém chama a policia porque uma pessoa negra ou parda parece ‘estar fora de lugar’,” disse Rahnsaan Hall, diretor do Programa de Justiça Racial na ACLU de Massachusetts. “Departamentos de policia podem decidir como reagir a chamadas tendenciosas. Com mais frequência do que deveriam, eles acabam agindo como instrumentos para perpetuar o preconceito do autor da chamada. Como primeiro passo, para ajudar faculdades e universidades adotarem políticas melhores e darem treinamento sobre como responder a esse tipo de chamada, nós esperamos colher mais informações sobre o autor dessa chamada em particular e o subsequente envolvimento da policia da Universidade de Massachusetts.”

Abigail Charpentier pode ser contatada através do email [email protected] e no Twitter em @abigailcharp.

Gabriella Lalli Martins é tradutora de português do Collegian e pode ser contatada através do email [email protected]

Letícia Medeiros é editora de português do Collegian e pode ser contatada através do email [email protected]

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