Amherst Cinema tem exibição de “Se a Rua Beale Falasse”

Painel de professores da UMass discutem o filme

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By Lara Klein, Drew Sullivan, and Gabriella Lalli Martins

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Na noite do domingo, o Amherst Cinema ofereceu uma exibição especial do filme indicado ao prêmio da Academia, “Se a Rua Beale Falasse.”

Além da exibição do filme, vários professores da Universidade de Massachusetts lideraram uma discussão sobre os temas discutidos e a maneira como afro-americanos foram retratados na época do filme em comparação à era moderna.

Stephanie Shonekan, professora e presidente do Departamento de Estudos Afro-Americanos da W.E.B. Du Bois, disse que o filme “explora temas que são muito presentes nas nossas experiências contemporâneas nos Estados Unidos atual.”

“Se a Rua Beale Falasse” acompanha a história de uma mulher afro-americana de 19 anos, Tish, e seu relacionamento com Alonso, de 22 anos, que está encarcerado devido à falsas acusações de estupro, e que é o pai do bebe ainda em gestação da Tish. O enredo do filme revela detalhes sobre o relacionamento de Tish e Alonso, e sua dinâmica familiar, enquanto lida com tópicos sérios como brutalidade policial, estupro, e temas da aceitação, sacrifício, e a maneira como esses tópicos são infelizmente ainda relevantes hoje em dia.

O painel do pós-filme incluiu os professores associados de Inglês, Emily Lordi e TreaAndrea Russworm, além de A. Yęmisi Jimoh, professora de Estudos Afro-Americanos.

Todos os três professores elogiaram o filme devido a sua proximidade ao material de origem, também titulado “Se a Rua Beale Falasse.” Eles discutiram a diferença entre o final do livro e o do filme, e os pedaços do livro que acabaram sendo cortados do filme.

“Posso ver porque as mudanças foram feitas para tela, e o final oferece uma extensão da vida posterior que nós não vemos no livro” disse Russworm.

O painel reconheceu a atuação indicada ao Oscar de Regina King, no papel de mãe da Tish, Sharon Rivers, como “bem-merecida” e “tocante.”

“Russworm elogiou aspectos técnicos do filme, falando em detalhe sobre a cinematografia usada no filme, com planos longos como o que durou por 12 minutos. Ela também mostrou apreço pela iluminação, paleta de cores, tom, e estética geral.”

“Espero que vendo este filme as pessoas possam entender o poder de como o cinema funciona,” disse Russworm

A escolha de atores negros e o cuidado em evitar white-washing (pratica que consiste em escalar atores brancos, europeus ou de pele mais clara para interpretar personagens de etnia estrangeira) foram aplaudidos pelos professores, e a linguagem do filme foi descrita como “autêntica” e “bem colocada”, assim como exemplificado pela frase “deixe de curvar sua cabeça, irmã.”

Entretanto, Lordi criticou o conteúdo do roteiro e o desenvolvimento de caricaturas no filme, dizendo que algumas das personagens preencheram o “estereótipo da má mãe negra.”

Em geral, o painel disse que o filme foi autêntico na maneira em que retratou famílias negras daquela época.

“Minha esperança é que quando pessoas vejam este filme, que elas abracem a noção radical do amor negro,” disse a professora de Estudos Afro-Americanos A. Yęmisi Jimoh.

Lara Klein e correspondente do Collegian e pode ser contatada através do [email protected]

Drew Sullivan é tradutor de Português do Collegian e pode ser contatado através do [email protected]

Gabriella Lalli Martins é editora de Português do Collegian e pode ser contatada através do [email protected]